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Confira entrevista com Igor Serrano, autor do livro sobre a conquista da Copa do Brasil 2011

Lançamento acontecerá dia 16 de maio

01/04/2017 - 04h55m


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A conquista da Copa do Brasil 2011 foi um verdadeiro marco na história do Vasco da Gama. Após uma seca de mais de 8 anos sem um título, sendo 11 anos sem uma conquista nacional, a torcida vascaína que havia passado pelo pesadelo do primeiro rebaixamento 3 anos antes, podia enfim voltar a gritar ‘campeão’. Enfim a luz no final do túnel havia sido alcançada, e nada melhor do que contar mais detalhes sobre a conquista do que com um bom livro.

O SempreVasco.com entrevistou com exclusividade o autor Igor Serrano, que já havia escrito o livro ‘A Turma é Boa, é Mesmo da Fuzarca!’, que contou relatos de partidas e curiosidades do Vasco, entre 2007 e 2013, sob a ótica de um vascaíno apaixonado e foi um enorme sucesso.

Confira abaixo a íntegra da entrevista:

SempreVasco: O que te motivou a escrever o livro sobre essa conquista?

Igor Serrano: Rapaz... muita coisa. Mas principalmente o quesito pessoal aliado ao lado torcedor. Dizem que futebol é apenas um esporte. Mas como fanático pela modalidade, e principalmente pelo Club de Regatas Vasco da Gama, digo: é muito mais. Na época da Copa do Brasil 2011 eu estava morando em Brasília. E para piorar, passava por um momento extremamente delicado na minha vida pessoal com a minha mãe enfrentando uma dura batalha (que, felizmente, saiu vencedora) contra um câncer. Os jogos do Vasco faziam parte das poucas coisas que me davam prazer naquele momento conturbado. O título, assistido integralmente pela TV/à muitos km de distância de São Januário, me trouxe alegria e felicidade absurdas em um momento tão tenebroso. Me fez voltar a sorrir em tempos difíceis. O que aquele time do Vasco me proporcionou jamais poderia ser esquecido. Tanto na minha memória quanto nas gerações futuras. Escrever o livro veio então como uma espécie de pagamento dessa dívida de gratidão, de eternizar o Trem-Bala da Colina.

SV: Respondendo além de escritor, mas como torcedor. O que fez dessa conquista virar histórica?

IS: Acho que aquela música "Epitáfio" dos Titãs ("O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído") resume bem a montanha-russa de emoções que foi o Vasco de 2010 e do início de 2011. Muitos erros e poucos acertos, de forma que parece que em dado momento coincidiu de diversos personagens estarem na hora certa e no lugar certo (destino?!). Em São Januário, em 2011. Em 2010, o Vasco vivia "a reconstrução" após a queda e retorno do primeiro rebaixamento à Série B. Dorival Júnior não ficou após o título da B e Vagner Mancini foi contratado. Poucos reforços foram contratados e manteve-se a base da equipe do ano anterior. Mas Mancini não duraria até o Campeonato Brasileiro. Gaúcho assumiu interinamente até Celso Roth desembarcar para a sua segunda chance na Colina. Entretanto, Roth não ficaria nem um mês no cargo. Abandonou o navio, largando o time na penúltima colocação do Brasileiro, e foi para o Internacional, que tinha acabado de se classificar para a semifinal da Copa Libertadores da América daquele ano, onde enfrentaria o São Paulo do técnico Ricardo Gomes. Aproveitando a interrupção do Brasileirão (por conta da Copa do Mundo de 2010), a diretoria vascaína tirou Paulo Cesar Gusmão do Ceará e trouxe alguns reforços como Eder Luis, Fellipe Bastos, Irrazabal, Felipe Maestro e Zé Roberto (ex-Botafogo e Flamengo), além de ter renovado o contrato de Carlos Alberto, naquele momento, a referência do time. O time terminaria o campeonato na 11ª colocação, garantindo uma vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte. O que parecia ter dado certo no segundo semestre de 2010, inexplicavelmente, não prosseguiu no ano seguinte. Mesmo com a chegada de mais alguns reforços (como o atacante Marcel, ex-Coritiba e Grêmio, e o zagueiro Anderson Martins), o Vasco comandado por PC Gusmão fez o pior início de Campeonato Carioca de sua história: 4 derrotas nos 4 primeiros jogos (Resende, Nova Iguaçu, Boavista e Flamengo). PC foi demitido e os líderes da equipe afastados (Carlos Alberto e Felipe). E aí o acaso começou a promover suas artimanhas (acaso?!). Lembra do Celso Roth, que abandonou o clube com menos de um mês de trabalho no ano anterior? Pois bem, ele conseguiu chegar à final (e ao título) da Libertadores 2010 ao superar na semifinal o São Paulo de Ricardo Gomes, demitido pouco depois da eliminação. Em 2011, sem técnico e em crise, após um péssimo início de Carioca, o Vasco foi ao mercado e trouxe...RICARDO GOMES! Será que se Roth não tivesse ido para o Internacional, Gomes teria vindo para o Vasco (já que a demissão foi associada à queda na competição internacional)?! Nunca saberemos... Felipe (que já havia trabalhado com Gomes no Flamengo) foi reintegrado e Carlos Alberto emprestado ao Grêmio. E aí um trio de reforços, que andava em baixa em seus clubes, foi trazido: Alecsandro, Bernardo e Diego Souza, a quem apelidei de "O trio redentor". Os três encaixaram na proposta de jogo idealizada por Gomes e teriam participação fundamental na recuperação no Campeonato Carioca (o time chegaria à final da Taça Rio e perderia nos pênaltis para o rival) e na conquista da Copa do Brasil. Nos três primeiros jogos do Ricardo Gomes foram três goleadas (3x0, 9x0 e 6x1). Nem o mais otimista dos vascaínos poderia imaginar que em tão pouco tempo o time fosse do fundo do poço a nível estadual para a glória nacional. Foi tudo muito rápido e inesperado. Um título inédito ainda por cima! A apoteose veio na noite de 08/06/2011, em Curitiba-PR.

SV: Após o sucesso do seu primeiro livro e de tantos outros em temas relacionados ao Vasco, como explicar a paixão do vascaíno pela leitura, pela história?

IS: Esse interesse está diretamente ligado à história ímpar do C.R. Vasco da Gama. Seus valores, títulos e conquistas (dentro e fora de campo). O Vasco sempre foi um clube de vanguarda. A primeira equipe brasileira a conquistar um torneio internacional de futebol (Sul-Americano do Chile de 1948); o primeiro time campeão no Maracanã; o primeiro carioca a conquistar o Campeonato Brasileiro; estádio próprio erguido somente com recursos dos vascaínos... Mesmo em momentos de baixa, o torcedor do Vasco tem motivos para se orgulhar do clube que escolheu para chamar de seu. Sempre lutou pela igualdade de direitos, tendo papel fundamental na profissionalização do futebol com a inserção dos negros e operários em época que praticar futebol era coisa da elite (a "Resposta Histórica" é um dos mais belos capítulos do futebol mundial). Ser Vasco é muito mais que torcer para um time de futebol. É ter uma história e valores a serem seguidos e defendidos. Desta forma, o vascaíno seguirá tendo sempre interesse pela literatura, pois sempre poderá recordar a belíssima história do clube.

SV: Qual é o diferencial desse livro? O que ele tem de diferente a acrescentar sobre a conquista?

IS: O livro mostra como foi o caminho do Vasco até aquela noite de 08/06/2011. A construção do elenco, a passagem de quatro treinadores no ano anterior (sendo que dois titulares tiveram oportunidades e agarraram nessa época – com Gaúcho e PC Gusmão que Dedé e Rômulo, respectivamente, viraram titulares), a chegada de Ricardo Gomes e do trio redentor, e, é claro, todos os jogos da campanha são recontados como se você estivesse assistindo as partidas novamente. Tem ainda um detalhe bacana dedicado aos colecionadores de camisas do Vasco. Todos os jogos da campanha são acompanhados de ilustração do modelo de uniforme utilizado na partida com os detalhes específicos (patrocínios pontuais; frase da Penalty em substituição à logomarca; short da temporada 2009/10 usado equivocadamente com o uniforme 2010/11...). Por fim, ainda temos um capítulo destinado a entrevistas de quem de alguma forma participou da conquista. Assim, entrevistei comissão técnica e jogadores (Ricardo Gomes, Cristóvão Borges, Eder Luis, Rômulo e Fellipe Bastos), imprensa (Luiz Penido e Alex Calheiros), sócios do clube e MC Charles, criador do funk que embalou as comemorações por norte e sul deste Brasil: o "Trem-Bala da Colina"!

SV: Quem te apoiou e motivou nesse projeto?

IS: Alguns amigos e parentes, que também foram os grandes incentivadores para que eu publicasse o meu primeiro livro. Em especial, meu primo Guilherme e meus amigos Thiago Etchatz e Dario Lourenço Junior.

SV: Já tem algum outro tema em mente para uma futura publicação?

IS: Tinha a vontade de escrever sobre todos os confrontos do Vasco em sua história contra os times portugueses. Mas a pesquisa preliminar por material não foi nada animadora. Agora devo me concentrar numa temática mais abrangente, visando o Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Direito Desportivo que estou cursando. Se ficar bacana, talvez publique.

SV: Mensagem final aos vascaínos:

IS: Para finalizar, queria te agradecer, Raphael Caminha (pela abertura do espaço e o carinho com meu trabalho) e aproveitar para convidar a todos para o lançamento do livro no próximo dia 16/05 no Bistrô Multifoco (Av. Mem de Sá 126, Lapa – Rio de Janeiro–RJ), das 19h às 23h. O evento terá patrocínio da Cariocas FC, que disponibilizou uma camisa oficial do Vascão para ser sorteada entre aqueles que adquirirem o livro no dia.

Para confirmar presença e saber todos os detalhes sobre o evento de lançamento do livro ‘Copa do Brasil 2011’, acesse o link: https://www.facebook.com/events/260233984436380/permalink/261576397635472/

O evento terá cobertura do SempreVasco.com!


Tags relacionadas: copa do brasil 2011, vasco, ricardo gomes, felipe, eder luis, cristóvão borges, livro, igor serrano
Por Raphael Caminha - caminharaphael@gmail.com , Polidesporto Vascaíno - SempreVasco.com


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