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Entrevistado: Eugênio Leal
Quem é: Repórter esportivo
Data: 29/09/2008
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SempreVasco - Você sempre quis ser jornalista esportivo? A sua paixão por futebol, especificamente pelo Vasco, influenciou na escolha da sua profissão?
Eugênio Leal - Sempre quis trabalhar com rádio. Com certeza o amor pelo Vasco, e conseqüentemente pelo futebol, foi uma maneira de direcionar esta vontade para um nicho específico.
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SempreVasco -Qual o primeiro jogo do Vasco que você assistiu?
Eugênio Leal - Em campo? Não lembro, era muito criança...Minha memória remete à final do brasileiro de 1984, empate sem gols com o Fluminense e perda do título.
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SempreVasco - Qual o primeiro jogo do Vasco que você trabalhou?
Eugênio Leal - Como estagiário da TVE, em 1993, um jogo com o Botafogo no Maracanã. Ganhamos com dois gols de Valdir Bigode. Na rádio foi a semifinal do Rio-São Paulo de 1999, também no Maracanã.
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SempreVasco - O Vasco no seu centenário, no ano de 1998, foi homenageado pela Unidos da Tijuca com um samba-enredo. Qual foi seu sentimento com essa homenagem?
Eugênio Leal - Fiquei feliz por unir duas paixões. Procurei a escola, participei de quase todos os ensaios e desfilei na bateria, tocando tamborim. Foi o primeiro de três carnavais que passei na Tijuca, que guardo com muito carinho. O desfile foi problemático devido à fantasia ser muito quente. Mas foi bonito ver a arquibancada cheia de vascaínos.
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SempreVasco - Qual foi o melhor time vascaíno, em sua opinião? Qual a seleção vascaína, em sua opinião, com jogadores que você viu jogar?
Eugênio Leal - Posso falar dos que vi jogar: o time do brasileiro de 97. A seleção: Acácio, Paulo Roberto, Donato, Ricardo Rocha, Felipe, Luizinho, Mazinho, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Bebeto e Romário. Tenho outros ídolos que poderiam estar neste time como Roberto, Arturzinho e Mauricinho, mas como tinha que escolher onze...
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SempreVasco - O Vasco desempenha há alguns anos um trabalho social, com escola e cidadania para crianças e adolescentes, projeto da administração anterior Eurico Miranda. Comente a importância da antiga administração do Vasco para seu patrimônio e seu insucesso com a falta de títulos no futebol
Eugênio Leal - Eurico cresceu o patrimônio e cuidou do clube. Mas sua imagem negativa fez muito mal ao Vasco. Ele não conseguiu como presidente o mesmo sucesso de quando era vice.
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SempreVasco - A relação do Vasco com a imprensa sempre foi conturbada. A maioria flamenguista na imprensa contribuiu para isso, visto que o Flamengo é nosso maior rival?
Eugênio Leal - Não acho que sempre tenha sido. Passou a ser na Era Eurico, a partir dos tumultos que começaram a acontecer em 1999. O Vasco sempre teve uma boa relação com a imprensa. Não vejo essa maioria flamenguista na imprensa. Ela não chega nem a reproduzir a diferença da torcida como um todo.
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SempreVasco - Como você enxerga hoje o Vasco e sua nova administração?
Eugênio Leal - Claudicante, no meio do furacão, tentando aprender em meio à grave turbulência. É um dos períodos mais difíceis da história do clube. É preciso renovar muita coisa.
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SempreVasco - Quais conselhos você daria ao atual presidente do Vasco, Roberto Dinamite?
Eugênio Leal - Se fosse bom, não se dava, se vendia... Espero que ele tenha coragem, seriedade e planejamento.
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SempreVasco - Deixe um recado para os leitores do SempreVasco.com.
Eugênio Leal - Tenham certeza que dias melhores virão. O Vasco é muito forte e vai passar por cima de tudo.
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