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Patrimônio

Calabouço

Às margens da Baía de Guanabara, a lembrança do início


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A atual sede do Calabouço representa o último marco na epopeia vascaína, desde que o Vasco fincou os pés como o maior clube histórico de remo do Passeio Público, quando transferiu seus barcos da garagem de sua sede-mãe na Ilha das Moças para a Travessa do Maia, junto às águas das praias do Boqueirão do Passeio e Santa Luzia; passando pela sede e garagem da rua Santa Luzia; da garagem ainda na mesma rua em frente à Santa Casa de Misericórdia (local do primeiro aterro do Calabouço); da 1.ª sede do Calabouço onde hoje se localiza o Trevo dos Estudantes; e a sua atual edificação.

Depois de removido da sede da região do segundo aterro do Calabouço, devido à construção do Trevo dos Estudantes, o Vasco então ocupou em 1968 o terreno onde agora se encontra esta linda sede às margens da Baía de Guanabara, que demandou grandes esforços de vascaínos engajados na permanência naquelas águas históricas, onde primeiramente se realizavam as regatas da competição de remo, desde a segunda metade do século XIX.

Sede social por excelência dos vascaínos, acabou se tornando a partir de sua construção, local preferido para os encontros sociais, de lazer e festividades como a Alvorada do Calabouço, a cargo de vascaínos históricos, recaindo sobre ela o simbolismo de ser a última sede vascaína no Centro do Rio, região onde o Club de Regatas Vasco da Gama nasceu para a vitória, espalhando sua grandeza por toda a cidade.

Até chegar ao seu atual aspecto físico, o Calabouço passou por diversas transformações. A primeira construção no local era um barracão pré-existente, utilizado pelos trabalhadores da Sursan, que construíram o já citado trevo: uma construção de madeira, com dois andares, chamada de "Forte Apache" pelos freqüentadores à época.

Coube a vários "Pioneiros", dentro os quais vários beneméritos e grande beneméritos do chamado grupo do Calabouço o erguimento do salão principal sobre a laje e alvenaria, já que inicialmente que somente o primeiro andar servia para os serviços oferecidos ao clube. A partir do chamado Forte Apache foi levantado a primeira edificação.  À noite, depois do horário comercial, aqueles vascaínos pioneiros para lá se dirigiam após o trabalho para virar concreto, levantando com os próprios braços a parede de alvenaria e a laje, por trás das tábuas do barracão da Sursan.

Assim, após a primeira etapa, a sede foi sendo estruturada, primeiro com quadra multi-uso, depois a construção da piscina, da garagem de barcos, do vestiário, da sauna, do salão nobre, da enfermaria, do restaurante, da barbearia e manicure, a área de recreação para crianças, da extensão da área externa até a pista junto a murada do aterro, e finalmente do restaurante.

Por fim, suas feições definitivas foram inauguradas em 12 de novembro de 1979, sob a gestão Aghatyrno da Silva Costa, com alguns acrescréscimos e benfeitorias realizados pelas gestões seguintes.

Pelo fato da sede do Calabouço ser historicamente ligada ao remo, está sob a disponibilidade do departamento de Desportos Náuticos.


  • Placa - Crédito da foto: SempreVasco
  • Placa - Crédito da foto: SempreVasco
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  • Sede do Calabouço - 2011 - Crédito da foto: SempreVasco
  • Sede do Calabouço - 2011 - Crédito da foto: SempreVasco
  • Sede do Calabouço - 2011
  • Sede do Calabouço - 2011 - Crédito da foto: SempreVasco